Porém, Jonas se levantou para fugir da presença do SENHOR para Társis.
Jonas era um homem de Deus. Um profeta escolhido por Deus para ser portador de sua palavra. Neste momento o Senhor o comissiona para ir à Nínive, capital da Assíria dizer que se não se convertessem em 40 dias, seriam destruídos.
Porém Jonas resolveu fugir da presença do Senhor. Muitos apenas colocam Jonas como fujão e ficam nisto. Porém, vamos analisar quem eram os ninivitas.
Eram um povo cruel. Quando ganhavam uma guerra, decapitavam todos os prisioneiros de guerra, a faziam pirâmides de crânios. Outras vezes crucificavam os prisioneiros, ou empalavam (atravessar o corpo com um tronco de madeira) ou arrancavam os olhos e esfolavam vivos.
Povos que eram vencidos pelos assírios, muitas vezes preferiam suicidar-se do que caírem nas mãos dos cruéis assírios.
E Jonas é chamado a pregar para este povo. Outro ponto é que Israel corria o risco de ser rendida pelos assírios e Jonas sabia disto.
O que você faria se o Senhor te chamasse para pregar ao Talibã? Te dissesse: Vai e fala aos terroristas para que se convertam, caso contrário os destruirei em 40 dias.
O que você faria?
Jonas 1: 2,3 Levanta-te, vai à grande cidade de Nínive, e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até à minha presença.
Jonas fugiu. Aqui vemos quem é o nosso Deus. Um Deus misericordioso e bondoso. Tardio em irar-se. Aquele povo, que aos nossos olhos não merecia misericórdia, mas aos olhos de Deus, poderia mudar e se voltar à Ele.
Jonas prefere ir para Társis (sul da Espanha – 4.000km de distancia) ao invés de ir para Nínive (1.200km). Társis era vista como um paraíso distante. Salomão foi lá para buscar ouro, prata, marfim, macacos e pavões.
Jonas entra no barco e vai para lá. Porém a tempestade vêm. Eu chamaria esta tempestade de arte triunfante da graça de Deus. Fazendo que Jonas voltasse à obediência.
No barco que vai para Társis (nossa vontade) tem todo tipo de religião. Muitos procuram por um cristianismo light. Querem ser usados por Deus, mas querem escolher o destino. Querem dar apenas aquilo que desejam, e estão dispostos a dar o mínimo possível.
O problema, é que o fim deste barco é a destruição. Muitos entram neste barco tentando fugir da presença do Senhor e criam deuses para si conforme as suas necessidades. Porém a tempestade como arte triunfante da graça de Deus age de maneira a tirar alguns deste barco.
A tempestade não sofre intervenção do homem. Ninguém pode detê-la. Não há o que possamos fazer contra uma tempestade. É sinal da soberania de Deus. Somente Ele tem o poder de pará-la ou fazer que continue.

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